sábado, 6 de maio de 2017

Sorry


Eu prometi e quero cumprir a promessa de não parar por aqui em nenhum momento. Mas eu confesso que tá bem difícil. Como disse, não quero começar a postar uma história se não tiver acabado de escrever antes, pra não deixar ninguém na mão e também ter a oportunidade de olhar e retocar o enredo do início ao final, melhorando o máximo possível pra trazer um bom conteúdo. Eu tinha escrito uma história de horror que misturava um monte de criaturas mitológicas e fazia referência a várias séries, como Supernatural. Já estava no capítulo 17 com o enredo todo planejado até o final, acontece que meu computador pifou e eu tive que mandar concertar, óbvio. Demorou uns meses até que finalmente ficasse pronto, mas perdi simplesmente todos os arquivos.
Sei, ninguém tá comentando aqui há muito tempo, mas vejo pela quantidade de visualizações que ainda tem gente que acompanha esse pequeno lugar. E a essas pessoas eu peço desculpas e paciência, porque ainda pretendo voltar com mais loucuras da minha cabeça.
Beijos pra quem quiser. Até a próxima ;)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Epílogo



Quatro meses depois...
Verde, azul e vermelho. Essas foram as cores incandescentes que explodiram no céu. Todos gritaram, levantando seus copos cheios ao alto. Um brinde para nunca mais esquecermos. Eu ria, alegre, boba no momento, em cima das costas de Joe. Desci, pondo os pés na areia fria e o encarei.
- Feliz ano novo. – enfatizei minha frase com um beijo carinhoso. Estranho como cada vez que isso acontecia eu sentia vontade de fazer o instante durar pra sempre. O amava de verdade.

Estranho mais ainda eu ter conseguido convencê-lo a vir pra essa festa de fim de ano na praia, mas ele parecia estar gostando tanto quanto eu. Nossas aulas acabaram, mas eu ficara mais um pouco só pra passar as festas com os meus garotos. Valery Henderson, a fotógrafa de Londres, compreendera, contando que logo no dia primeiro eu embarcasse no avião. Daí decidi aproveitar ao máximo cada minuto. Meu pai sempre estava ocupado com Hope, então eu vivia no apartamento de Joseph. Então pode-se dizer que foram quatro meses mais que bem aproveitados.
No dia da nossa formatura, Elie fora a oradora de todo o terceiro ano e dedicou seu discurso ao seu amado, Trace. Joseph e eu fugimos no meio de toda a festa e fomos banhar no mar, ainda com a capa e a beca. Claro que saímos tremendo de frio, mas toda a loucura valeu a pena.
Joe sorriu, assistindo-me beber mais do copo de plástico e fez o mesmo, esboçando uma cara feia logo depois. Tive que rir.
- Meu amor, se não tá acostumado com o álcool, melhor não insistir.

Ele fez careta, jogando o copo fora.
- Isso desse queimando, não sei como você aguenta.
- Como eu disse: costume.

Umedeci os lábios, pegando um pedaço de papel do meu bolso e o pus em suas mãos. Era uma foto nossa, de quando começamos a namorar no começo do ano. Joseph sorria na fotografia, olhando pro céu, a luz do sol transparecia atrás de mim, retirando parte da imagem. Essa era uma foto muito parecida com a da Dallas que tinha no meu quarto, assim como uma minha sozinha que encontraram nos bolsos de Dianna quando a levaram pro hospital.
Os cantos da boca de Joe se esticaram num sorriso.
- Olha o verso. -  instrui. Estava escrito “wait for me come home” – Não quero que se esqueça da promessa que fizemos um para o outro. Essa é uma prova de que eu não vou esquecer.
- Não encare isso como um fim. É apenas o começo, meu amor.

A íris daqueles olhos pareciam mais escuras à noite, mas naquele momento tinha um tom especial. Fiquei observando, perdida, quase nem percebendo o toque de seus lábios nos meus. Nem que durasse um milênio, mas eu voltaria para ele, com toda a certeza.
- Hum, to com fome. – revelei, vendo sua careta confusa – Ué, você me conhece, como um caminhão, se deixar.

Ele riu, me deu um selinho e se afastou em direção a uma barraquinha de Fast food. Sentei-me na areia, pondo os braços acima da cabeça, observando todos brincarem nas ondas do mar, dançando, bebendo, brincando. No começo desse ano meu coração estava carregado de ódio, raiva, rancor. Eu pensava que havia perdido para sempre algo precioso dentro de mim, minha inocência. Mas no final descobri que inocente não é aquele alheio à maldade, e sim o que a conhece, e mesmo assim escolhe a luz.
- Se eu te disser que avisei, você vai ficar irritada? – Dallas disse, sentada ao meu lado, sorrindo orgulhosa.
- Você me conhece. – avisei, suspirando – Tinha razão, Dallas, eu to feliz agora como jamais pensei que fosse ser em toda minha vida. Eu só queria que você estivesse aqui pra viver comigo tudo isso, assistir todos esses momentos.
- E quem disse que não estou? – ela piscou e então sumiu.


Passei as mãos pelos cabelos e sorri, satisfeita.
 renata massa